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Blog Publicidade | Artmix - Publicidade e Web



16/04/12
Renove suas ideias e fuja de plágios
Publicidade

 

Basta percorrer algumas agências de publicidade para ouvir a seguinte frase: Preciso de ideias. Quando falta um insight, uma criação inovadora e diferente para elaborar um novo job, não tem brainstorm que resolva! A maioria dos publicitários, nesse difícil momento, recorre ao portfolio de outros artistas para se inspirar. Isso se torna um problema quando a linha tênue que divide inspiração e cópia é ultrapassada. Afinal, a velha frase de Lavosier, “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, vale para a publicidade?

Por se tratar de um trabalho artístico, é difícil reivindicar direitos autorais de criação, e, mesmo quando as semelhanças são constatadas, o argumento é o mesmo: foram apenas referências. Um exemplo recente no mercado publicitário brasileiro foi o comercial da Vivo “Eduardo e Mônica” para o dia dos namorados deste ano. Esta, que foi a campanha para redes sociais mais cara já produzida no país e teve quase 10 milhões de acessos no Youtube, foi acusada de plagiar um vídeo muito parecido feito há dez anos, com a mesma música da banda Legião Urbana e algumas semelhanças no roteiro, embora a execução tenha sido mais fraca. A Vivo alegou que não assistiu esta campanha antes de elaborar a sua.

Polêmica a parte, os trabalhos de qualquer publicitário estão intimamente ligados a seu repertório, e este, por sua vez, se constrói com a experiência que possuem com música, artes plásticas, cinema, e, porque não, outros trabalhos publicitários. Ter referências é obrigação de qualquer profissional, até para evitar perda de tempo com “grandes ideias” que já existam. A diferença entre referência e plágio é que enquanto a primeira é relacionar coisas umas com outras, que resultem em novos projetos, a segunda é apenas uma cópia, mais ou menos disfarçada de uma obra alheia.

 O que fazer, então, quando a cabeça dá um nó e, mesmo depois de analisar o briefing detalhadamente, não temos novas ideias para os projetos do cliente? Aqui vão algumas sugestões.

· Descanse. Parece contraditório ou desculpa para fugir do trabalho, mas, quanto mais quebramos a cabeça com um projeto, e o dead line se aproxima, menos ideias surgirão. Pressão não faz bem a ninguém! Dê um tempo e vá fazer coisas aleatórias, geralmente, quando deixamos de nos preocupar é que surgem os famosos insights.

· Busque opiniões. Fuja de ambientes formais e de brainstorms exaustivos em salas de reuniões. A ideia aqui é ouvir amigos, pessoas de área e de fora dela. Faça uma coleta de informações e pontos de vistas diferenciados.

· Preste mais atenção a seu redor. Grande parte dos trend hunters, ou caçadores de tendências, tem como maior referencial a rua. Observe, por algumas horas, a movimentação das pessoas, a maneira como se vestem, se comunicam e se relacionam no cotidiano.

Não podemos esquecer que o trabalho de um publicitário, acima de tudo, é voltado para pessoas, e sentir suas necessidades pode ser algo altamente revigorante. Quando criamos algo intuitivamente, a chance de encontrar ideias e projetos semelhantes é muito pouca, quase nula. A partir dai as palavras imitação, cópia e plágio ficarão no passado, distantes do seu portfolio.    

 

 















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